Vento Norte Paragliders

02.04.2016 | Entrevista Raquel Venceslau

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Raquel Venceslau tem 29 anos e é analista de negócios de TI. O voo livre entrou em sua vida no feriado de sete de setembro do ano passado (2015) quando embarcou com um amigo que também é piloto de parapente, paratrike, planador e avião (Sandro Bic) em uma aventura de moto que tinha como destino o cânion do Guartelá e acabaram mudando a rota para a cidade de Ribeirão Claro, em virtude de um evento de parapente que aconteceria por lá, e não foi apenas o trajeto que mudaram, também o status de amigos passou a ser namorados. Quando a Raquel viu todas as velas coloridas e o pessoal decolando suavemente naquele lugar de particular beleza, decidiu aprender a voar e hoje esta no curso de parapente da Vento Norte há seis meses, com seis horas de voo até o momento da entrevista.
 
Vento Norte: Qual é a emoção envolvida em ser piloto de parapente?
Raquel: É bem difícil tentar descrever esse tipo de sensação. Acho que o voo me traz liberdade que outras atividades não oferecem. Essa sensação não vem apenas de poder olhar tudo lá de cima, mas de um conjunto de decisões que você vai aprendendo a tomar, e para poder acertar você acaba precisando ampliar a percepção para vários detalhes que antes passavam despercebidos, como o vento, as nuvens, diversos eventos da natureza e forma com a qual eles se relacionam, bem como o nosso comportamento diante de tudo isso. É um negócio meio desafiador ao mesmo tempo em que é contemplativo, uma solitude boa...
 
Vento Norte: O que você considera ser a maior dificuldade no voo?
Raquel: Ainda estou no inicio do esporte, então considero que a primeira dificuldade é conseguir responder de forma adequada a um ambiente e equipamentos aos quais não estávamos acostumados. Foi importante aprender a não me cobrar demais nisso, pois cada um tem um ciclo de aprendizagem inicial que é independente do perfil que desejaremos seguir como pilotos. A persistência é mais eficiente do que contabilizar o tempo em que cada coisa aconteceu.
Outra dificuldade é a nossa percepção sobre a evolução no aprendizado. De repente as coisas começam a fazer sentido e a curva de aprendizado aumenta bastante, isso dá a impressão de termos controle e de estarmos nos saindo melhor que um padrão criado por nós mesmos. É necessário constantemente refletir para não se deixar levar por esse tipo de coisa. 
 
Vento Norte: Pode considerar que o voo livre mudou sua maneira de encarar algumas situações, sejam elas profissionais, espirituais, sociais e outros, ou que mudou em sua vida depois que passou a praticar o esporte?
Raquel: Sim. Já me dediquei a vários interesses diferentes, quer seja para sair da rotina, por aprendizado, para atingir um ideal ou até mesmo para ter assunto, mas nada me trouxe um retorno tão completo. 
O parapente veio em uma época de questionamentos em relação à carreira e a um estilo de vida que eu costumava defender, mas que já não estava me levando a nada diferente do que eu já havia vivido. Eu costumava gastar bastante tempo e dinheiro com coisas que serviam apenas para anestesiar uma rotina que não servia mais. O voo ajudou a mudar essa perspectiva. 
Outra questão interessante é que no voo temos contato com pessoas das mais variadas áreas, cada qual com suas características e pontos de vista. É uma boa oportunidade para observar e respeitar isso.
 
Vento Norte: Possui algum sonho no esporte a ser realizado ou conquistado?
Raquel: Voar de cross country. Também quero poder viajar para conhecer novos lugares e rampas.
 
Vento Norte: Tem algum momento que considera mais especial que os demais?
Raquel: A primeira vez que eu fui com a escola pra Ilha do Mel. Eu nunca tinha voado, nem de duplo. A condição estava tranquila e o vento fraco, ai consegui fazer meu primeiro voo (um prego bem digno até). Depois, no mesmo dia ainda voei de duplo e foi só alegria ver a ilha inteira lá de cima! 
 
Vento Norte: Já voou em quantas rampas de voo? Dessas rampas tem alguma que você tem um carinho mais especial?
Raquel: Por enquanto somente no Morro do Cal/PR e Ilha do Mel/PR. 
Tenho um grande carinho pelos dois lugares por que eles proporcionam experiências diferentes que acabam se complementando no meu aprendizado.
 
Vento Norte: Já passou por algum incidente ou acidente, se sim o que houve e por que?
Raquel: Levei uns arrastõezinhos engraçados no inicio, mas foram suaves. 
Obs: arrastöes quando mencionados referem-se ao treinamento em solo.
 
Vento Norte: Que dica você orienta para aqueles que estão começando no voo livre ou que pretendem iniciar no esporte?
Raquel: É igual escolher a pílula vermelha do Matrix. Não tem volta e você nunca mais vai enxergar as coisas da mesma forma, e não vai querer parar! Constantemente você será pego olhando para o céu, inclusive vão começar a te achar meio maluco(a) por isso. Provavelmente você vai abrir mão de outras coisas que nem eram tão importantes assim. Respeite suas características individuais e tenha opinião própria, mas não seja teimoso. O voo acaba sendo essa questão de equilíbrio. 
 
Vento Norte: Se quiser deixar um depoimento para a Vento Norte, pilotos e alunos sinta-se a vontade!
Raquel: Agradeço o trabalho honesto e de qualidade da equipe Vento Norte e também a paciência infinita do Márcio, Kauan e Natan. Sinto-me satisfeita por ter optado por uma escola com uma ótima estrutura, tanto nas aulas teóricas quanto nas práticas e que trata os alunos de forma individual. Fico feliz por vocês participarem de cada conquista! 
 
Vento Norte: Agradecemos a conversa, o carinho e o reconhecimento pelos instrutores, alunos e pilotos, Raquel. Muito obrigada por compartilhar e deixar compartilharmos sua experiência, sensações e emoções!
 
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